Bloganias

Setembro 19 2010

No Diário de Notícias de Sexta-feira veio um artigo sobre a governação de Lula desde que tomou posse no cargo de presidente do Brasil, em 2003. E os factos são estes: desde 2003 e até 2009, o PIB brasileiro aumentou mais que quadruplicou; em 2003 o Brasil importava três vezes mais do que exportava - em 2009 o valor das exportações ultrapassava já o das importações; a dívida externa manteve-se, embora as reservas brasileiras tenham passado de 30,7 mil milhões de euros (2003) para 201 mil milhões de euros (2009) - o Brasil passou de país devedor para país credor; o Brasil passou de 15º país (2003) do ranking mundial para 8º (2009). Lula criou ainda o bolsa-família, que permite que pessoas pobres recebam cerca de 90 euros por mês - este sistema abrange 12 milhões de pessoas. "Desde que Lula assumiu, em 2003, 31 milhões de brasileiros deixaram a classe baixa e entraram para a classe média; 24 milhões saíram da pobreza absoluta e 13 milhões conquistaram um inédito emprego com carteira assinada."

Facto indesmentível: Lula ajudou o "povão". Isto invalida que tenha sucumbido à corrupção? Não. Nem é isso que está em causa. Quantos políticos se podem orgulhar de ter tanta obra feita como ele? O que não falta por aí são corruptos nos mais altos cargos políticos e administrativos (que é como quem diz, cargos com mais responsabilidades), e que não se interessam por honrar os seus compromissos junto da população, a qual deviam servir, mas que não servem. No fim de contas, o Lula corrupto é um homem como todos os outros, cheio de defeitos. Já o Lula do "povão" é o político que todos gostariam de ter.

Brasil, para a frente é que é caminho!


Setembro 19 2010

Como é evidente, o debate em torno da proposta de revisão constitucional do PSD é tudo menos sério. De um lado, qual rapariguinha histérica, daquelas que conseguem guinchar durante 15 minutos, sem sequer respirar, berra-se: "AAAAHHHH O PSD QUER ACABAR COM O ESTADO SOCIAL!!!". Do outro, qual rapaz traquinas, que sonsamente vai apagando do papel aquilo que estava a escrever, ao mesmo tempo que escreve outra coisa, diz-se: "É MENTIRA! É MENTIRA! O QUE ESCREVI FOI ISTO! O PS É DEMAGÓGICO!". Tirando o facto de regra geral meninos traquinas não saberem o que significa demagógico e de meninas histéricas nunca terem ouvido falar de estado social, a minha analogia é, modéstia à parte, soberba.

Ora bem, o que dizer desta proposta do PSD? No artigo sobre os despedimentos, confesso que nunca percebi o que é a justa causa, a não ser que fica muito bonita no papel. Na sua crónica intitulada "Que é a justa causa?", Pedro Marques Lopes (podem vê-lo no programa Eixo do Mal, da Sic Notícias) lembra que "não foi a justa causa que impediu que Portugal tivesse uma das mais permissivas legislações da Europa em termos de despedimentos colectivos (...), que constituiu obstáculo a que milhões de portugueses vivessem no mais absoluto estado de precariedade laboral (...), que parou a disseminação de recibos verdes para tudo e mais alguma coisa (...) que evitou o trabalho informal (...) que não deixou que se instituísse a contratação de empresas de trabalho temporário (...)". A questão aqui é saber se com a expressão "sem razão legalmente atendível" a coisa melhora. Tenho as minhas dúvidas. O gestor continua: "O que fez com que tenhamos uma legislação que apenas gera precariedade e que impede as empresas de organizarem a sua actividade laboral, contribuindo assim para os nossos baixíssimos níveis de produtividade, foi o legislador ordinário, ou seja, todas (todas mesmo) as forças políticas que entenderam que estava tudo bem neste aspecto do direito do trabalho. Não será pela redacção do artigo 53º mudar que alguma coisa se alterará. O que é necessário é vontade de mudar, e neste caso concreto a Constituição apenas tem servido para arranjar desculpas para não o fazer." Reparem bem no significado obscuro disto: Passos Coelho não diz "nós temos que fazer isto, isto e isto para melhorar a situação". Ele diz "nós temos que fazer isto, isto e isto porque somos obrigados pela Constituição". Isto é andar a brincar com a malta. Então se os governantes não quisessem mudar isto já não tinham mudado? Por eles não quererem realmente mudar é que não adianta porra nenhuma mudar expressões na Constituição. Se Passos Coelho achasse que o problema estava na Constituição, provavelmente propunha algo do género: "é proibido despedir excepto nos seguintes casos: danos à empresa, danos aos colegas", etc., etc. e tal.

Outro debate que me deixa perplexo é acerca da educação e da saúde. Vamos lá ver uma coisa. Onde raio é que a educação é tendencialmente gratuita? No caso do ensino superior, a única tendência que vejo é a do aumentos das propinas. Só me pergunto o que anda a fazer o Tribunal Constitucional. Não é errado discriminar homossexuais, não é errado aumentar propinas... enfim. Meus caros, a saúde e a educação não são gratuitas, nem caminham para lá. E num momento como este, propôr que o Estado financie instituições privadas, só pode ser uma brincadeira de mau gosto. Era só o que faltava. Quer dizer, este pessoal defende que o Estado deve ser menos interventivo, mas quer que financie os privados, que quer queiram quer não, só almejam o lucro. A educação e a saúde NÃO são para dar lucro, malta do capital. Mas o PSD já nem disfarça, hein? Já declara abertamente, sem vergonha na cara, que quer que o Estado envie dinheiro para os privados. Eu digo isto francamente, sinto que estou a ser gozado. Serei o único?


Setembro 19 2010

Ponto número 1: eu não tenho Carlos Queiroz em grande conta enquanto treinador. Quando se tem uma equipa como a que ele teve no Sporting e não se é campeão, algo não está lá muito bem. Sempre fui a favor do seu afastamento do cargo de seleccionador.

Ponto número 2: dêem-lhe o que é seu de direito. A Federação Portuguesa de Futebol deu total liberdade a Gilberto Madaíl para este negociar com o Queiroz. Madaíl é nabo? Fez um mau negócio? Temos pena. Se o contrato não é levado até ao fim, o Queiroz tem que receber aquilo que está na cláusula de rescisão. É demasiado dinheiro para se dar a um incompetente? Temos pena. Tivessem pensado nisso antes.

Ponto número 3: querer arranjar desculpas para despedir Queiroz por justa causa não é bonito. O envolvimento de um Secretário de Estado do Desporto neste assunto também não é. Se é legítimo Laurentino Dias meter o bedelho nestes assuntos, temo qualquer dia vir a ver Pinto da Costa ou Luís Filipe Vieira na televisão, a pressionarem José Sócrates para que este substitua frases da Constituição.

Ponto número 4: Madaíl é parvo. Com todo o respeito, o senhor até já deixou de pintar o cabelo e tudo, mas vamos lá ver uma coisa: José Mourinho por dois jogos? WTF? Apetece-me aqui citar o jornalista Ferreira Fernandes, da edição do Diário de Notícias de ontem: "O que insulta na recente viagem de Madaíl a Madrid é o lado pedincha da coisa (...) Teremos José Mourinho quando o pudermos ter, porque o pagámos, não porque outros, seja ele o Real Madrid, o pode dispensar por caridade. E pretender tirar a equipa nacional da depressão com este pedido de esmola, além de pusilânime é estúpido (...)"

Ponto número 5: gosto do Paulo Bento. Era a favor da sua continuidade no Sporting. Como se veio a provar, se havia ali alguém que não era culpado pelas más exibições do Sporting, era ele. Teria pena se ele fosse agora para a Selecção. Ele tem qualidade suficiente para não ser a 2ª escolha, ainda para mais uma 2ª escolha de um treinador recém-chegado ao Real Madrid e que já tinha afirmado que este não era o momento de treinar a Selecção.

Ponto número 6: qualquer que seja o treinador, os jogadores só têm é que ficar em 1º lugar no grupo. Querer ir a um Europeu e não conseguir sequer ganhar a selecções como o Chipre ou a Noruega é, no mínimo, perigoso. A não ser que o último Mundial não tenha servido de emenda...


Setembro 19 2010

Neste regresso do Bloganias há muita coisa que merece ser falada: a revisão constitucional proposta pelo PSD, a saída de Queiroz da Selecção e o estado actual da mesma e, aquele assunto que será tratado neste post, a expulsão de ciganos de França.

É triste ver como é difícil discutir este assunto de forma séria. A esmagadora maioria dos comentários a esta notícia que aparecem pelos mais variados sites, como o Diário de Notícias, o Correio da Manhã, ou o I, são de um nível impressionante - desde "os ciganos são os que menos fazem", "uma cambada de xulos", "força Sarkozy, ensina como se faz para limpar esta parte do mundo de gente má e reles", até aos menos elaborados "grande Sarkozy", "isso é que é tomates" e "ninguém os quer". Dá vontade de fazer como se faz aos miúdos pequenos: "é feio generalizar, filho." Imagino como seria se toda a gente fizesse isto. Aqui há dias um homem matou a mulher à pancada. O homem em questão era branco. Bandidos dos brancos! Aqui há anos um homem matou milhares de judeus. O homem em questão era branco. Filhos da puta dos brancos! Este é um argumento genial, não é? Conclusão que devia ser óbvia para todos mas infelizmente ainda não é: tomar o todo pela parte é estúpido.

Por outro lado, quantos mais argumentos destes aparecem, mais clara fica a ideia de que a medida de Sarkozy não é corajosa. Antes pelo contrário, é populismo puro e duro e uma tentativa de conseguir arrecadar votos da extrema-direita, cuja popularidade está a crescer através do partido de LePen. E esta é uma medida tão mais populista quanto maior for o preconceito da população em relação às pessoas de etnia cigana. Se o objectivo fosse expulsar pessoas que põem em causa o estado social, pessoas que não querem trabalhar e até criminosas, a expulsão não se ficaria pelos ciganos. Qualquer que seja a ideia do governo de Sarkozy, ou qualquer que seja o argumento que eles invoquem para justificar esta expulsão, a verdade é que foi dada ordem às autoridades que dessem prioridade à expulsão de ciganos. Argumentem o que quiserem: isto é racismo, puro e duro. Duvido muito que as leis da União Europeia permitam isto. Na verdade, não está em causa a autoridade que um Estado soberano tem de expulsar do seu território um cidadão desordeiro - o que está em causa é a autoridade que um Estado soberano NÃO tem de discriminar uma etnia em relação à restante população. E não estamos sequer a falar duma discriminação positiva - o que até poderia ser uma forma de combater o preconceito que ainda existe em relação à etnia cigana.

A que se deve então este preconceito? À diferença entre culturas? Mas então a Europa que estamos a construir não é multicultural? Nós não queremos uma Europa multicultural? Não é legítimo pensar que a França não está a contribuir para este projecto quando proíbe o véu islâmico? Ou quando a Suíça proíbe os minaretes? Onde é que está o convívio inter-cultural? É verdade que a cultura cigana difere da nossa. Mas será que isso explica tudo? Que dizer então da discriminação de que têm sido alvo desde a Idade Média? Durante quanto tempo foram os ciganos proibidos de frequentar escolas e até cidades? Aqui em Portugal a discriminação estendeu-se até bem tarde. Ainda hoje, quantos ciganos não vão aos centros de emprego, alguns licenciados, e são recusados só por serem ciganos? O problema aqui é de fundo. É do governo que não incentiva a sua integração, mas é sobretudo da população que não quer a sua integração. Convenhamos, a partir do momento em que pessoas de etnia cigana estejam totalmente integradas, o argumento passa a ser que elas tiram trabalho aos portugueses.

Muitas pessoas são da opinião que o Sarkozy teve tomates em adoptar esta medida. Pois bem, eu sou da opinião que a União Europeia deve ter tomates para sancionarem a França. Forte e feio.

publicado por Leonel às 12:55

Junho 21 2010
É verdade que sou crítico em relação à selecção portuguesa. Para mim, a última competição em que Portugal jogou bem foi no Euro 2004. Mas isso não quer dizer que eu não faça elogios quando é caso disso - para além de ser uma defesa minha contra aqueles caretas que não podem ouvir ninguém falar mal da selecção, fica-me extremamente bem. Portanto, parabéns à selecção. Mas infelizmente nem tudo é perfeito. Depois de fazer o seu golo, Simão Sabrosa festejou da maneira que eu mais temia. A sério. Se era para fazer o festejo da MacDonalds mais valia estar quieto. Já não basta a comida de merda que aqueles gajos oferecem, ainda têm que nos presentear com festejos de merda. Deixo aqui dois apelos. Primeiro, espero que o ketchup não tenha vindo todo de uma vez e que ainda sobre para as finais que aí vêm. Segundo, Simão, se estás a ler isto, não faças aquela coreografia, por favor. Obrigado.
publicado por Leonel às 14:45
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Junho 14 2010

Gostaria de começar por lançar uma pergunta. Quem terá sido a alminha que disse ao Ronaldo para ele comparar golos com ketchup? Ou será que foi o próprio, num momento de grande inspiração, que pensou nisso? Nesse caso percebe-se porque é que ele não tem marcado golos nos últimos jogos pela selecção - tem andado ocupado em tentar estabelecer uma comparação entre golos e molhos, o que não é fácil e exige muito tempo e muita concentração. Mas acaba por valer a pena: o placard pode ainda estar a zeros, mas ao menos o Ronaldo sabe que há uma semelhança entre os golos que possivelmente acabarão por vir, e o ketchup, que demora no início mas que depois vem em grandes quantidades.

O segundo assunto que vos trago hoje é sobre um senhor que já é repetente aqui neste espaço cibernáutico: Rui Pedro Soares. Consta que este sujeito fez também uma comparação, não tão elaborada como a do Ronaldo, é certo, e sobre um assunto que interessa bem menos, mas que ainda assim vale a pena. RPS comparou a Comissão de Inquérito PT/TVI à Santa Inquisição. Agora digam-me lá se esta é ou não é uma comparação feliz. Deixo-vos de seguida um excerto de um artigo de opinião que veio ontem no Diário de Notícias, da autoria de Alberto Gonçalves, sociólogo:

"Com típica frontalidade, o jovem Rui Pedro Soares comparou as conclusões da comissão parlamentar ao caso PT/TVI aos "julgamentos da Inquisição". Não há como discordar. Lembro os menos eruditos que a Inquisição, criada em Portugal no séc. XVI, consistia em inquirir (donde o nome) administradores de empresas públicas nomeados pelo partido no poder e os políticos que os nomearam. Uns e outros eram livres de não responder ou de responder por escrito. Terminado o julgamento, uns e outros eram mandados em paz, os primeiros com indemnizações de 600 mil euros e alguns milhões arrecadados no exercício das suas curiosas funções, os segundos com o cargo governativo preservado. E depois não acontecia mais nada. Foi uma época negra, que erradamente julgávamos terminada há muito."

E agora, citando Jon Stewart (ainda que tirado do contexto): Rui Pedro Soares, "go fuck yourself".


Maio 28 2010
Um grande vídeo de uma das maiores divas da música popular brasileira:
publicado por Leonel às 20:00

Maio 24 2010

Mais uma vez, toda esta histeria em torno da selecção A de Portugal promete transformar-se em mais um balde de água fria. Só não percebo qual a surpresa. Ficaram em 2º lugar num grupo em que as selecções mais fortes eram a Dinamarca e a Suécia. Apuramento difícil, disseram os jogadores. Imagino o que teria acontecido se tivesse calhado no nosso grupo uma Itália ou uma Alemanha, já para não falar duma Espanha. E agora ainda têm um feeling de que podem ganhar o Mundial. A esperança nunca fez mal a ninguém, o optimismo pode fazer milagres, mas... desde quando é que a selecção portuguesa é uma potencial favorita para todas as competições em que entra? Em toda a nossa história alcançámos um 3º lugar num Mundial de Futebol. 3º lugar. Nos Europeus chegámos até a uma final... onde perdemos contra a Grécia. Em casa. Ah mas não, temos o melhor do Mundo (ou melhor dizendo, o ex-melhor do Mundo), Cristiano Ronaldo, que está mais ocupado em decorar a frase que tem que dizer no anúncio do BES do que a marcar golos.

Sim, sou um maldicente, até parece que não quero que a selecção tenha êxito. Até quero. Não por uma questão de nacionalismo, coisa que me irrita profundamente. Mas porque gosto de futebol e gosto que os jogadores que eu conheço melhor ganhem. Aqueles que eu mais estou habituado a ver na televisão e a ouvir na rádio, a jogarem pelos seus clubes e não a fazerem anúncios, a darem entrevistas ou a soprarem numa merda laranja que só serve para fazer poluição sonora.

Portanto, pessoal com bandeirinhas na janela, não desesperem: Portugal já vai à África do Sul. A jogar como tem jogado, convenhamos que já não é nada mau...

publicado por Leonel às 20:22

Maio 06 2010

Como já devem saber, o deputado socialista Ricardo Rodrigues chateou-se numa entrevista à revista Sábado e, "irreflectidamente", fanou dois gravadores para impedir a publicação da entrevista. Ora, este acto "irreflectido" durou bastante tempo, uma vez que já lá fora Ricardo Rodrigues se recusou a dar os gravadores aos jornalistas. Eu confesso-vos que não tinha o Ricardo Rodrigues em grande conta, mas quem se esforça tanto e se arrisca tanto para lixar o PS merece alguma consideração. Reparem que as comissões de ética e de inquérito começavam a revelar-se um fracasso e numa altura em que o PS parecia sair ileso disto, eis que aparece Ricardo Rodrigues e faz uma destas. Os deputados da oposição presentes nas comissões bem podem agradecer-lhe.

Agora não me venham cá com coisas, isto só tem um nome: arrogância. O PS é o partido mais arrogante do país e quanto a isso não há nada a fazer. Um faz corninhos, outro rouba gravadores... De vez em quando um leva na tromba, mas a arrogância continua sempre lá. Veja-se o caso do Mário Soares: já apanhou na cara duas vezes e só não é mais arrogante porque já não tem idade para isso. E eu digo que tudo isto é arrogância porque parece que estes senhores fazem o que bem lhes apetece, sem medo das consequências. O Manuel Pinho demitiu-se, mas no seu caso a demissão acabou por ser uma boa consequência, porque assim tem mais tempo para o golf e para não pagar jantares. A Inês de Medeiros, que na Comissão tinha tanto de arrogante como Manuel Seabra ainda tem de bruto, viu o Parlamento a aprovar o pagamento das suas viagens entre Lisboa e Paris. Vamos ver o que acontece a Ricardo Rodrigues. Talvez ainda consiga uma indemnização choruda por atentado ao seu "bom" nome.


Abril 28 2010

Estou a pensar fazer uma dieta. Só nos últimos dois anos ganhei um quilo. Bem, um quilo também é exagero. Foi quase um quilo. Mas de qualquer maneira é melhor ter calminha com o tofu. É que senão arrisco-me a chegar aos 30 anos com mais de 50 quilos. Ou, deus me valha, estar já naquela que é considerada a zona saudável.

O assunto que vos trago hoje é do maior interesse, como todos os que vos trago, aliás. Li num jornal que encontraram a Arca de Noé. E eu cá para comigo: "está pouco calor, está..." Abri eu na página da dita notícia e começo a lê-la. A páginas tantas chego à parte das declarações: "não há a certeza absoluta de que esta seja realmente a Arca de Noé". Uau, a sério? Ora bolas, e eu a pensar que era agora que se ia provar a história do senhor que conseguiu juntar numa mesma embarcação um leão e um veado. Perdão: um leão, uma leoa, um veado e uma... uma... já perceberam. Deve ter sido uma viagem engraçada. Imagino o Noé à procura de um dos veados: "alguém viu o Bambi? Bambi! Está na hora da contagem! Bam... Ó Sá Pinto, que é que tens na boca? Mau, cospe lá o Bambi, se fazes o favor! Sá Pinto! Olha que eu expulso-te! (Perceberam? Sá Pinto, expulsão... pois...) Ai Deus me dê paciência..."

Porra, então isto lá é notícia que se apresente? O título de primeira página agora pode ser enganoso? É que se eu quiser mau jornalismo compro o 24 Horas. Aquele jornal foi direitinho para o lixo. Para o papelão, que eu faço reciclagem...

E descansem que eu não vou fazer aquela piada: "então e será que o Noé também levava um tofu e uma tofua na arca...?"

publicado por Leonel às 17:45
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O 34º blog mais famoso da Buraca
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